domingo, 13 de dezembro de 2009

Queria cumprir a lei, posso?


Serve o presente texto para desancar nos condutores todos em geral, e nuns poucos que passaram por mim hoje, em particular.
Acredito que a situação que vou descrever a seguir já tenha acontecido à maioria das pessoas. Vai a pessoa na auto-estrada, na sua vidinha, quando vê um carro a circular a uma velocidade inferior à sua. O que faz a pessoa? Sinaliza com o pisca e passa para a faixa da esquerda para dar início a uma ultrapassagem semelhante a uma cena do "Fast and Furious". Nesse preciso momento acontece um fenómeno incrível, só comparável ao fenomeno de audiências que é o programa "Uma Canção Para Ti", da TVI. O condutor ou condutora olha para o lado esquerdo, pensa "Olha, olha para esta a armar-se em esperta! Eu tava aqui a andar devagarinho, mas era porque eu queria, que este lindo anda que se farta!", e vai de acelerar, impedindo-nos de ultrapassar, e depois faz esta coisa que é PROIBIDA: ultrapassa-nos pela direita! Para além de ser uma atitude que revela uma certa indelicadeza (mas que eu consigo perdoar porque também não conheço assim tão bem as pessoas que passam por mim na estrada) não se pode fazer isto!
A segunda situação que me irrita e que me provoca medo (e aqui leia-se "pânico total") é esta que descrevo agora. Ainda na auto-estrada, quando estou a fazer uma ultrapassagem na faixa mais à esquerda e, às vezes, já vou um bocadinho inquieta por estar a exceder o limite de velocidade permitido por lei, olho pelo espelho retrovisor e vejo um carro a cerca de UM METRO  do meu, com um condutor enraivecido (e digo condutor, porque só me calharam homens a fazer esta bela figura), a fazer sinais de luzes até que eu saia da sua frente. Eu não gosto, mas entendo. Há pessoas que têm pressa de morrer, ou de matar alguém... Ou então são todos mecânicos que prescisam de ir à velocidade máxima do carro para ver se há algum problema, e assim eu já desculpo. Nesse momentto apetece-me travar para eles aprenderem a não serem espertos! Mas pronto, lá está, eu não tenho pressa de morrer, nem de matar alguém, nem muito menos sou mecânica... E a juntar a isso, o carro que conduzia hoje não era meu e o meu Gonçalinho podia não achar grande piada.

1 comentário:

  1. Se era do Gonçalinho também não ias muito "de força", é certo!

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