terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Granada

A imagem que tenho de cobardia é essa: alguém a atirar uma granada e a esconder-se protegendo a cabeça enquanto o engenho faz os estragos.
Porque é muito fácil "lançar a bomba" e ficar afastado, mas perto o suficiente para ver o mal causado. E a cobardia reside em não mostrar a cara, em não assumir que se fez.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Embarque

Pessoas felizes, porque regressam;
Pessoas alegres, porque regressam, mas ninguém as espera;
Pessoas com sono;
Pessoas cansadas;
Pessoas excitadas;
Pessoas que mandam beijinhos;
Pessoas que choram;
Pessoas que acenam;
Pessoas que ouvem música;
Pessoas que se enganaram;
Pessoas que vão tristes, mas com a certeza que voltam;
Pessoas que vão, tristes...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Karma

Confirmei hoje que esta ideia de que qualquer acto, por mais insignificante que seja, tem sempre retorno, é verdade.
Já tinha pensado nisto do "o que vai à volta, vem à volta", tal como é cantado pelo Justin, e, apesar de ter tido sempre uma simpatia por esta teoria e achar que de uma certa forma é mesmo assim: que todos recebem aquilo que dão, isto foi absolutamento destruído numa tarde em que caí na asneira de ver "As Tardes da Júlia"  (ou da Fátima... já não sei bem) e ver todos os desgraçadinhos que, apesar da sua justeza e bondade, sofrem horrores.
Bem, mas voltando à história. Hoje uma pessoa fez um brilharete a contar um facto do tipo "Sabia que...?", que tinha sido EU a contar-lhe!
O Karma é %&#$%"#

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Gripe A, por um aluno do 9º ano

"A gripe A dá febre, cansaço, tosse e moca."

domingo, 13 de dezembro de 2009

Queria cumprir a lei, posso?


Serve o presente texto para desancar nos condutores todos em geral, e nuns poucos que passaram por mim hoje, em particular.
Acredito que a situação que vou descrever a seguir já tenha acontecido à maioria das pessoas. Vai a pessoa na auto-estrada, na sua vidinha, quando vê um carro a circular a uma velocidade inferior à sua. O que faz a pessoa? Sinaliza com o pisca e passa para a faixa da esquerda para dar início a uma ultrapassagem semelhante a uma cena do "Fast and Furious". Nesse preciso momento acontece um fenómeno incrível, só comparável ao fenomeno de audiências que é o programa "Uma Canção Para Ti", da TVI. O condutor ou condutora olha para o lado esquerdo, pensa "Olha, olha para esta a armar-se em esperta! Eu tava aqui a andar devagarinho, mas era porque eu queria, que este lindo anda que se farta!", e vai de acelerar, impedindo-nos de ultrapassar, e depois faz esta coisa que é PROIBIDA: ultrapassa-nos pela direita! Para além de ser uma atitude que revela uma certa indelicadeza (mas que eu consigo perdoar porque também não conheço assim tão bem as pessoas que passam por mim na estrada) não se pode fazer isto!
A segunda situação que me irrita e que me provoca medo (e aqui leia-se "pânico total") é esta que descrevo agora. Ainda na auto-estrada, quando estou a fazer uma ultrapassagem na faixa mais à esquerda e, às vezes, já vou um bocadinho inquieta por estar a exceder o limite de velocidade permitido por lei, olho pelo espelho retrovisor e vejo um carro a cerca de UM METRO  do meu, com um condutor enraivecido (e digo condutor, porque só me calharam homens a fazer esta bela figura), a fazer sinais de luzes até que eu saia da sua frente. Eu não gosto, mas entendo. Há pessoas que têm pressa de morrer, ou de matar alguém... Ou então são todos mecânicos que prescisam de ir à velocidade máxima do carro para ver se há algum problema, e assim eu já desculpo. Nesse momentto apetece-me travar para eles aprenderem a não serem espertos! Mas pronto, lá está, eu não tenho pressa de morrer, nem de matar alguém, nem muito menos sou mecânica... E a juntar a isso, o carro que conduzia hoje não era meu e o meu Gonçalinho podia não achar grande piada.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Uma coisa que me anda aqui a moer...

Se os Alentejanos comem o "panito" com o que é que limpam a loiça?

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Chá das cinco

Cheguei ontem à conclusão que a indústria Farmacêutica pode estar à beira da falência. E a que é que se deve tamanha catástrofe? Ao chá! Pois é! A culpa é das folhinhas de ervinhas, sequinhas (ou não) que se juntam à água fervente. Ou então é do Governo...
Esta bebida, que, diz-se, é a segunda bebida mais consumida no mundo a seguir à cerveja, teve a sua origem na China e tornou-se muito popular com a moda do "five o'clock tea" Britânica. E de quem é a culpa? Do Governo, claro!
Para além destes factos, o chá é a solução para todos os problemas na vida! Pensemos nas séries de televisão, filmes e novelas. Uma personagem (e admirem-se todos os que acham que se diz "o personagem"! Pelo menos por agora, e segundo o meu dicionário, é um substantivo feminino) de uma das trezentas novelas da TVI (e pode ser qualquer uma porque os actores e actrizes são sempre os mesmos), não consegue dormir, a empregada oferece-lhe um chá quentinho. Outros exemplos: "Ai que estou tão nervosa", "Toma uma chá!"; "Acabei de pegar numa catana e esquartejei a minha vizinha, que está ali no meu frigorífico, e agora tou que nem posso porque o Horatio Cane e a sua equipa estão a caminho!" - "Toma um chá!"; "Descobri que não sou filha do meu pai, nem irmã do meu irmão!" - "Toma um chá!"
Mas outras situações se passam também na vida real, apesar das situações acima mencionadas seram altamente verosímeis. Quem ja não se deparou com uma dor de barriga que se cura com um chá? Há chá para os nervos, para a insónia e para o sono, para o estomago e para a cabeça, para a circulação, a celulite, a prisão de ventre, para a pedra nos rins... Enfim, para tudo!
Até acredito que em algumas situações ajude, mas não pode ser a solução para tudo, porque então já alguém com muito mais visão do que eu já teria descoberto a pólvora! E por acaso, agora que penso nisso, acho que já descobriram...
Eu, pessoalmente, para mim e na minha opinião, o chá é bom. É quentinho, acabamos sempre por beber mais água, o que é sempre bom, e é até chique beber chá com um biscoito. Mas faz-me nervos quando estou verde, indisposta e, na minha perspectiva, muito próxima da morte, que alguém me diga: "Olha, porque não tomas um chá!?"